• Pesquisadora do campus de Paranavaí da Unespar apresenta literatura indígena brasileira no Canadá
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A literatura indígena brasileira foi tema de atividades acadêmicas e culturais realizadas na Université de Montréal, no Canadá, entre os dias 11 e 17 de agosto. As ações fizeram parte do projeto de extensão “Clube de Leitura João Anzanello Carrascoza – 4ª Edição”, desenvolvido pela Unespar, campus de Paranavaí.
Convidada para participar das atividades, a professora e pesquisadora Luciana Ferreira Leal, docente da Unespar, esteve no Carrefour Interdisciplinaire et Interculturel (CII), vinculado ao Département de littératures et de langues du monde da Université de Montréal. A ação contou também com a interlocução do professor Roberto Corrêa Scienza.
Durante as atividades, foram apresentadas, lidas e discutidas obras de escritores e escritoras indígenas brasileiros, entre eles Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Graça Graúna, Márcia Kambeba e Roni Wasiry Guará. Os livros já haviam sido trabalhados no Clube de Leitura da Unespar e foram apresentados no Canadá em uma atividade voltada à circulação da literatura indígena brasileira.
As discussões abordaram temas como memória, identidade, territorialidade, oralidade, ancestralidade, resistência e diversidade cultural. As apresentações foram acompanhadas de momentos de leitura compartilhada, discussão e troca de experiências entre os participantes.
As atividades foram realizadas em língua francesa, considerando o contexto acadêmico e cultural da Université de Montréal. Para Luciana, a experiência possibilitou apresentar autores e perspectivas da literatura indígena brasileira a participantes de diferentes áreas e trajetórias culturais.
“A literatura foi compreendida como espaço de encontro entre diferentes culturas e formas de compreender o mundo”, destaca a professora.
A mediação das leituras foi conduzida de maneira participativa, com espaço para a escuta e a construção coletiva de interpretações. Segundo Luciana, a experiência também mostrou como projetos de leitura podem ultrapassar os limites da sala de aula.
“Ler literatura indígena brasileira em outro país significa também criar possibilidades de diálogo sobre a história, a cultura e a diversidade do Brasil”, disse.
A atividade levou para o Canadá experiências desenvolvidas originalmente pelo Clube de Leitura João Anzanello Carrascoza, vinculado ao campus de Paranavaí. Para a professora, a presença da literatura indígena brasileira em uma universidade canadense também permite colocar em circulação narrativas e perspectivas de autores indígenas e contribuir para o conhecimento sobre a diversidade cultural brasileira.
Como parte da iniciativa, registros e conteúdos produzidos durante as atividades serão posteriormente divulgados no canal “Encruzilhada dos Livros”, no YouTube. O material ficará disponível para estudantes, professores, pesquisadores, escolas, bibliotecas e demais interessados no Brasil e no exterior.
Para Luciana, levar o Clube de Leitura para outro país também demonstra como a universidade pública pode criar espaços para a circulação de autores e conhecimentos produzidos no Brasil.
“A experiência evidencia o potencial da universidade pública brasileira para promover a circulação internacional de conhecimentos, autores e produções culturais, valorizando vozes fundamentais para a compreensão da pluralidade da sociedade brasileira”, afirma.
