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• Curso de Letras promove palestras sobre neurociências do bilinguismo e ensino de português para estrangeiros

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Estudantes do curso de Letras da Unespar, campus de Paranavaí, tiveram contato com pesquisadores de diferentes instituições e conheceram novas possibilidades de pesquisa e atuação profissional

O curso de Letras da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Paranavaí, promoveu, na semana passada, duas palestras com professores convidados que abordaram temas relacionados ao ensino de línguas, à pesquisa e às possibilidades de atuação profissional. Os encontros fazem parte de uma série de três palestras possibilitada pela reconfiguração do Laboratório de Línguas do campus.

PRIMEIRA PALESTRA - A primeira palestra foi ministrada pelo professor Dr. Plinio Marco De Toni, psicólogo e doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), que abordou o tema “Aprendizagem e Aquisição nas Neurociências do Bilinguismo”. Docente do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), ele coordena o Laboratório de Neurociências e o Laboratório de Psicologia do Bilinguismo da instituição.

Durante o encontro, foram discutidos os processos de aquisição e aprendizagem da língua materna e de uma segunda língua, incluindo os períodos sensíveis para a aquisição da linguagem e a importância do esforço e da prática na aprendizagem. O professor também abordou o chamado mito da multitarefa, explicando que o cérebro não direciona a atenção simultaneamente para duas tarefas, mas alterna o foco entre elas.

SEGUNDA PALESTRA - A segunda palestra foi voltada ao Português como Língua Adicional/Estrangeira e ministrada pelo professor Dr. Gláucio Geraldo Moura Fernandes, docente do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Mestre em Linguística Teórica e Descritiva e doutor em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o professor atua no ensino de Língua Inglesa e de Português como Língua Estrangeira, além de desenvolver pesquisas e projetos de iniciação científica e extensão na área.

Na aula, Gláucio apresentou sua trajetória profissional e experiências desenvolvidas no CEFET-MG nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e internacionalização. Entre os temas abordados estiveram o Programa de Estudantes-Convênio — Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE), o exame Celpe-Bras, a produção de materiais didáticos e as possibilidades de pesquisa e atuação profissional relacionadas ao ensino de português para falantes de outras línguas.

Também foram discutidas as diferenças entre o Português como Língua Estrangeira (PLE), voltado ao ensino da língua portuguesa a falantes de outras línguas, e o Português como Língua de Acolhimento (PLAc), direcionado especialmente a migrantes e refugiados, considerando a língua como instrumento de integração social, acesso a direitos e participação na sociedade.

Para a acadêmica Andressa Ajala, o encontro contribuiu para ampliar a percepção sobre as possibilidades de pesquisa. “A aula foi esclarecedora, pois possibilitou compreender que diferentes áreas do conhecimento, para além do campo das Letras, podem contribuir significativamente para a construção de novas pesquisas e perspectivas voltadas à inclusão de estudantes estrangeiros”, afirmou.

A acadêmica Sara também destacou a contribuição para sua formação. “A conversa reforçou meu interesse pelo ensino de línguas e possibilitou conhecer novas perspectivas sobre o ensino de português para falantes de outras línguas”, disse.

A programação é uma iniciativa do professor Dr. Marcelo José da Silva, com indicação e apoio da professora Dra. Carolina Filipaki de Carvalho. Para Marcelo, os encontros permitem aos acadêmicos conhecer áreas que ainda têm pouca presença na formação oferecida pelo curso. “A ação representou uma oportunidade para que os acadêmicos do 4º ano de Letras tivessem contato com professores especialistas em temáticas pouco estudadas no curso, ampliando as possibilidades de atuação no ensino, na pesquisa e na extensão, além de promover o intercâmbio do curso de Letras com outras instituições de ensino superior”, afirmou.

O acadêmico Gabriel Bispo também ressaltou a contribuição dos encontros para a formação. “Essas formações são importantes para nós porque apresentam novos caminhos de pesquisa”, destacou.